sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Invisível


Será que muitos alguéns já tiveram o destino da transparência? Invisibilidade que arde, teatro da cegueira, sonho sem alimento que insiste em brotar. Esquecer a vida, talvez. Um sim ajudaria. Sem explicações, só incertezas marejam na reta, onde outros já morreram com sintomas de estagnação. Acomodada é a balança, que pesa mais pra lados obtusos. Essa aí não participa do real. E, se um dia chegar, causará espanto. Os nobres não têm chance. Emergiram para fazer história, sem sorrisos, deixando o passado como lição para a doçura da hora. Ao lado, os cegos mandam ovacionar os medíocres. “Quem? O quê?”, diz a brancura do pensamento que não consegue se calar. Mas, a indecência da neblina nos olhos alheios é o que permanece. Tudo isso à espera de um estalar de dedos que diga mais do que uma idéia, que inspire novidade, levante a certeza e core de gloss a intimidade excluída.

2 comentários:

Anônimo disse...

Olá... tudo bem?
Vi seu Blog indicado no Orkut e gostei muito, de tudo.
Estou virando seu seguidor, pois estarei sempre por aqui.
Parabéns pelo trabalho e pelo bom gosto.
Saudações,
EDU (http://edurjedu.blogspot.com)
Orkut http://www.orkut.com.br/Main#Profile?uid=4691439143998052531

João Lenjob disse...

Em cada dedo um verso e cada estalar uma poesia. Parabéns!!! Adorei e aguardo a visita em meu blog, http://lenjob.blogspot.com

João Lenjob

Turbulencia
João Lenjob

Esta turbulencia há de passar
Mesmo que caia, caio também
Para não deixar que fique só
Só não rezo por você para que possa aprender
O que aprendi sem ter alguém
Sem pedir por pais ou Deus.

Prometo estar sempre com você
Olhando o azul do céu
E enchendo de algodão
Para ver se chove um pouco de amor
E paz no coração
Tocando a terra molhada com a mão
E fechando os olhos para sentir a suavidade das pétalas
E não a rispidez do dinheiro
Fazendo enxergar que tudo que planta cresce
E tudo que cresce cria raiz
Que não se quebra com atitudes
Que não gera ou permite o esquecimento
Que fere o peito e afeta a alma
Que não deixa a turbulencia passar.